Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce [...]
“Cheguei à conclusão não muito otimista de que vai doer. Já entendi, já entendi, dói de todo jeito. Se eu tentar evitar então, dói mais ainda, tem dor mais seca que a de ser estéril? De não ver flor nenhuma brotando em si? Então, entendi… Aceitei. Mas já que vai doer de todo jeito, que seja bom enquanto não dói. Que eu gire mesmo a saia, que o beijo seja intenso, que eu ria até o rosto e a barriga doer. Que seja lindo! Que valha a dor, nem que seja a de saudade. Que seja verdade, que seja breve mas eterno. Que os olhos brilhem, que eu chore, que transborde, que cante a vida. Tudo bem doer depois se for bonito agora, tudo bem amor… vem cá, me tira pra dançar. O que? Cansaço amanhã? Deixa isso pra lá.”